sexta-feira, 1 de abril de 2011

Até o fim dos tempos ...


Passaram-se dias após o novo início,June estaria conformada com sua situação,ou apenas fingira todo esse tempo? Ninguém ao certo saberia dizer,os olhos dela era um espelho que refletia apenas ela,era como um grande vazio,uma grande caixa sem nada dentro,seus olhos não diziam mais nada,e nem seus gestos,sua boca dizia apenas o que queriam ouvir,era mais fácil assim.

A noite acabara de chegar,decidiu caminhar sem destino,saiu sem rumo,passava por ruas desertas,e hora ou outra encontrava pessoas agindo tão normalmente que por instantes sempre acreditava que era realmente tudo tão natural,tão simples,sempre se perguntava se podia viver assim,mas quando lembrava de si mesma,sabia já a resposta,não,definitivamente viver como todos viviam não lhe era aceito,seu corpo não permitia,e sua alma era constamente perturbada,o passado era tão amedrontador que seus pés se perdia no caminho que ela queria,faltava algo,ela era só a metade dela mesmo.Continuando seus passos,observou que alguém lhe seguira,apressou-se,tinha medo,mas sentia um perfume conhecido no ar,desviou por entre as ruas até se sentir segura novamente,em um momento já menos preocupada se deparou com algo que sempre lhe pertubava,aquele lugar de novo,era ali que tudo havia começado.

Naquele momento não teve medo,se sentiu como se fosse puxada pelas mãos até lá,seus olhos avistara o mar,estava bravo aquela noite,muitos ventos e caia de leve uma chuva que com o passar do tempo ficava mais forte,o mar a atraia,chegou tão perto que sentiu a água por seus pés,como em sinal de defesa,seu corpo foi pra trás e voltou pra areia,estava frio e achou um lugar entre as pedras pra se esconder,deveria já estar em casa,mas não conseguia sair de lá.Se sentou em um lugar escuro que ninguém poderia achá-la,ficou só observando,e não conseguia deixar de lembrar daquela noite onde conhecera sua história,era entonteante lembrar de tudo assim,sentia como se ali fosse o seu lugar,como se estivesse voltando pra casa,sua mente lhe pregara peças,jogava com ela como se fosse uma marionete,não se sentia dona de si,tinha algo mais forte do que ela mesma.Seria ele de volta?Não era possível,não tinha forma de provar isso.

E então ela parou de pensar,fixou seus olhos no mar,naquele instante viu uma imagem tão conhecida,tão fascinante,tão ...alucinante.Era isso,estaria ela tendo uma visão apenas,ou era real?June não conseguia saber,só estremecia de pensar que poderia ser ele,ficou parada com vontade de se levantar e conferir o que seus olhos lhe mostrara,mas não sentia suas pernas mais,fechou os olhos como se a imagem fosse desaparecer,mas quando os abriu novamente,ele estava mais perto,seu cheiro era inconfundível,estava vestido com a mesma roupa que vestia da última vez que o vira,uma camisa branca,aberta,uma calça escura e rasgada,estava descalço,e parecia não se importar com o frio que fazia aquela noite,tinha um cabelo totalmente despenteado,era loiro e possuia olhos da cor do mel,olhos doces porém que lhe causavam medo,um passo a mais e estava diante de June,se abaixou e segurou suas mãos,sussurrou algo que fizera seu coração se quebrar em mil pedaços tamanho era seu medo :

_ Oi meu amor!

***** continua *****

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